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Christiaan Oyens

Publicado por: Pê Martins em 19/03/2007


Christiaan Oyens é um querido amigo da casa. Seu histórico e contribuição no universo pop brasileiro é extenso, e como músico, tocou com a maioria dos artistas consagrados. Como compositor, encontrou em Zélia Duncan a sua parceira mais frequente.

"Adeus Paraíso", seu trabalho solo, é um disco basicamente intrumental, denso, repleto de boas surpresas, onde Christiaan explora sua paixão por um novo instrumento: O violão Weissenborn .

Confira o que "rolou" em nossa conversa.

Leia na íntegra
 

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Como e quando foi o início na profissão?

Aos 15 anos de idade. Na primeira casa de hambúrgueres do Rio, "Rock Dreams", com 2 amigos mais velhos da escola. Nunca mais parei!

Quais os discos que mais influenciaram o seu trabalho?

Eu ouço muita música! Tudo me inspira. De virtuosos do violão slide de colo como Sol Ho'opi, Tau Moe, Bob Brozman, Jerry Douglas, Don Rooke, David Lindley, Kelly Joe Phelps, Debashish Bhattacharya, V. M. Bhatt e Ry Cooder, a mestres como Miles Davis, Stravinsky, Debussy, Jobim, Hermeto, Milton Nascimento... a lista não pára!

E atualmente?

No momento, muito Led Zeppelin, Hamilton de Holanda e Derek Trucks.

Falemos de independentes. Quem te chama a atenção neste mercado?

Uma banda Canadense chamada The Henrys, um garoto Inglês chamado Scott Matthews, um compositor paulista chamado Tchello Palma e o disco de estréia da cantora e compositora Cecília Spyer.

Quando começou a paixão pelo Weissenborn?

Conheci o Weissenborn graças ao David Lindley e depois, claro, conheci o som do Ben Harper.

Os demais instrumentos ficaram "de lado"?

Jamais! Os demais instrumentos nunca ficam de lado, eles apenas tem que aguardar o seu turno. =0)

Baterista, violonista, gaitista, produtor, arranjador, compositor... Afinal, a música tem fronteiras para você?

As "fronteiras" são os desafios que eu mesmo crio. Existem para serem vencidas. Há uma busca na profissão artística que acho importante. Você vê, o artista plástico é obrigado a trabalhar sempre com novos materiais e novas idéias. O mercado exige isto dele; os agentes, as galerias... Já o músico, o que ele tem? Na melhor das hipóteses uma gravadora que apenas espera que ele fique regurgitando o mesmo material, disco após disco. Então, o verdadeiro artista deve estar sempre se questionando para crescer e se aprimorar.

De participações especiais em projetos de terceiros para o seu disco solo. Como foi esse processo? Como nasceu "Adeus paraíso"?

Nasceu graças a uma descoberta. Nunca tinha sentido a necessidade de um trabalho solo como baterista, porque vejo o meu papel de baterista como o de um coadjuvante. A bateria para mim é um instrumento de acompanhamento. As minhas canções com a Zélia, ela representa muito bem! Portanto, o violão havaiano me permitiu de encontrar uma voz singular e composições que achei que agradariam um público.

O disco "Adeus paraíso" é praticamente instrumental, e está recebendo uma ótima aceitação. Você acha que o público enfim despertará para a música instrumental?

Não creio. Porém, acho que o músico instrumental tem que criar algo novo para alcançar seu público. Veja o Hamilton de Holanda, ele criou algo completamente original com o bandolim. É fascinante vê-lo e ouvi-lo tocar. Ele respeita a tradição do seu instrumento, mas ao mesmo tempo, ele a transgride.

Vejo o músico instrumental muitas vezes como um artista acomodado que apenas deseja repetir o que já foi feito. Isso é um tédio para o público em geral. As pessoas querem ouvir algo novo e isso me parece uma solicitação justa.

O que mais você anda fazendo?

Spelunca é o nome da minha firma de produção e do meu estúdio caseiro e Audiosfera é o nome do meu selo. Nele lançamos o DVD da Marjorie Estiano e o disco da cantora Cecília Spyer que eu produzi; além de claro, o meu disco.

Tenho também tocado bateria com o Moska. Estou produzindo vários artistas e bandas independentes. Estou compondo com o campeão de surf Teco Padaratz para um projeto que iremos assinar juntos. Estou produzindo algumas faixas para o disco infantil do Gabriel O Pensador. Faço parte como baterista de um quarteto instrumental chamado Carmanguia com o Fernando Vidal, André Rodrigues e Renato Fonseca.

Continuo também muito dedicado ao surf e ao aikido, artes que pratico para tentar aprimorar o meu caráter e polir o meu espírito.

Para compôr, melhor a letra antes, ou a música?

Depende. Com a Zélia, por exemplo, 90% das vezes crio a melodia já com a letra pronta em mãos. Compondo só, tento fazer tudo junto, mas normalmente a letra me dá mais trabalho. Uma questão importante: tenho que ter toda a estrutura da música pronta na hora em que estou compondo. Não gosto de fazer um pouco hoje e deixar o resto para depois. Uma vez que começo, tenho que terminar, o que não significa que não possa retocar algumas partes, mas realmente não acredito em procrastinar quando estou compondo.

Como podem as gravadoras aproveitar melhor toda essa nova tecnologia que o momento atual oferece?

As gravadoras estão reclamando há anos da Internet porque as pessoas que trabalham em gravadoras são muito incompetentes. Trata-se de profissionais muito fracos, aqui ou no exterior, tanto faz. Enquanto as gravadoras ficaram "comendo mosca", o Steve Jobs apareceu e criou um modelo fantástico de ganhar dinheiro com música digital, que é o ITunes. Está se criando um novo modelo de negócios com música e quem for esperto e souber se adaptar sobreviverá. Os outros...

A falta de um circuito universitário forte, e de rádios alternativas, como ocorre nos EUA e em outros países, justifica o marasmo do mercado musical brasileiro? O que pode ser feito para melhorar isso?

Tudo aqui no Brasil é muito mais caro do que lá fora. O preço do CD tem que ser mais accessível. Para isso acontecer, os impostos precisam cair e novas tecnologias como a do disco semi-metálico precisam vingar.

Outra coisa: Não é possível que 4 gravadoras multinacionais não consigam chegar a um consenso e acabar com o jabá nas rádios! Isto é um tiro no pé!

Existia muita expectativa com relação à atuação do ministério da cultura neste governo. Qual a sua opinião?

A verba destinada à cultura neste país é lamentável, mas eu não criei a menor expectativa do Gil como ministro. Sempre o achei brilhante como artista, mas ingênuo politicamente. O governo Lula não me surpreendeu também, pois imaginei que seria a roubalheira que temos aí. Fiquei triste sim. Mas não surpreso.


Vídeos:


 
 

Referências na Internet


    Site pessoal
    MySpace
    MySpace do projeto com o Teco Padaratz

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